segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cresci...

Cresci vendo todos os anos armar um grande Presépio cheio de figurinhas, que eu e os meus irmãos desembrulhava-mos cuidadosamente e colocávamos em cima da mesa da casa de jantar, para depois serem colocadas no seu lugar, sobre o musgo onde morariam ate ao dia de Reis.
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Cresci a abrir em cada dia as portas dos calendários do Advento para espreitar as imagens que escondiam, ate ao dia de Natal...
Cresci com o cheiro do pinheiro, a casa enfeitada, a carta ao Menino jesus...
E porque tive a sorte de ter tudo isto, nesta época a minha casa parece a casa do Pai Natal,
o Presépio imenso, a árvore decorada, os calendários, os anjinhos, os Pais Natal, as velas, os bonecos de neve...
Tudo enfim que me traga um pouco do cheiro dos Natais da minha infância!
Onde estiveres, obrigada Mãe por mais este legado!

sábado, 19 de novembro de 2011

Ainda ha tempo...

Do blog www.pensamentopositivo.blogspot.com

Ainda há tempo

Há tempo de rever velhos conceitos que carregamos durante décadas e não nos damos conta de que já estão ultrapassados.

Ainda há tempo de terminarmos aquele curso que interrompemos, por falta de dinheiro ou de paciência ou porque alguém nos disse que não deveríamos fazê-lo.
Ainda há tempo de parar de fumar, de fazer exercício e de aprender a nadar.
Ainda há tempo de olhar para a vida sob outra ótica e melhorarmos a sua qualidade, deixando de lado as preocupações que nos atormentam na hora de dormir.
Ainda há tempo de ensinarmos nosso filho a andar de bicicleta e a jogar xadrez, de contarmos histórias, tempo de escutarmos os mais velhos.
Ainda há tempo de amar, de chorar, gargalhar, de sair na chuva sem culpa por chegar molhado e sem medo do resfriado.
Ainda há tempo de comprar um cachorro, de ouvir Jimmy Hendrix e de tomar um cuba-libre; tempo de sentar na calçada e atravessar a madrugada sem pensar em nada.
Ainda há tempo de escrever um livro, de fazer uma horta e de comer jabuticaba do pé; tempo de cantar no chuveiro e assistir uma ópera.
Ainda há tempo de saltar de pára-quedas, de voar de asa-delta, de fazer serenata, de namorar e beijar na boca.
Ainda há tempo para ser poeta, de estudar filosofia e conhecer a Vila Madalena; tempo de ir com a amada comer feijoada e trocar confidências.
Ainda há tempo de comprar uma moto, de fazer rapel ou andar de jipe; tempo de ter dezoito ou noventa anos com saúde e honestidade.
Ainda há tempo de fazer um spaghetti, de abrir um vinho, comer pastel na feira e de encarar uma fila de banco no dia cinco de cada mês.
Ainda há tempo de tomar café no aeroporto de madrugada e de ler a manchete fresquinha do jornal de domingo.
Ainda há tempo de sair mais cedo do escritório pra jogar boliche ou andar de kart.
Tempo de sair da janela e ir lá em baixo enfrentar o tráfego só pra chegar em casa mais cedo.
Ainda há tempo de acreditar em Deus, tempo de rezar por um ente querido que se foi, de abrir o coração e reconhecer que erramos.
Ainda há tempo de corrigir erros do passado, praticar a humildade e fazermos aquilo que, no fundo, sabemos que tem que ser feito, surpreender.
Ainda há tempo de limpar a gaiola do passarinho, de levar o cachorro pra passear e conversar com seu vizinho.
Ainda há tempo de dar o real valor a você aos que lhe amam.
Há tempo de saber que a vida é como uma roda em movimento ladeira abaixo. Se parar, ela irá cair; se não for dirigida ou contida, irá destruir quem encontrar em seu caminho.
Portanto o ainda não existe, tudo depende de nós e sempre haverá um tempo para a vida.
O tempo não para, e o ainda pode passar.. aproveite enquanto ainda há tempo..





(Autor Nelson Sganzerla